| |
|
O SEESE surgiu de uma Associação dos Enfermeiros no ano de 1996. Foi formada a primeira diretoria que em sua maioria abandonou e restou apenas a Enfermeira Silvana Góis.
Silvana Góis, Clauderci, Ivana Mendonça, Rossilar, Sr. José faziam parte da diretoria. Silvana entrou na Federação como diretora. O sindicato praticamente funcionava em sua casa. Todas as correspondências iam pra lá, até que toda a diretoria saiu e só Silvana representou o SEESE por muito tempo. O SINTASA mesmo assim mantinha enfermeiros filiados e ainda representava a categoria pela ausência do SEESE.
Um dia, em 2001, voltando de um Congresso dos Conselhos em São Paulo, houve a discussão dentro do ônibus sobre a instituição. Clauderci, Rossilar mobilizavam os colegas a montar uma chapa para reativar o sindicato. Clauderci, Silvana, Mariselma, Valquíria Andrade, Ivana Mendonça, Marcos Aurélio, Rossilar, Márcia Passos, Rosana Mendonça, Roseli Mota, Gilvan Carlos, Rita de Cássia Araújo, Flávia Brasileiro, montaram a chapa e com a ajuda de Cecílio, funcionário do sindicato alugou-se a atual sede, foram comprados móveis e computador, uma vez que o único bem do sindicato era um aparelho de fax, contratou-se contador e advogado. O sindicato tinha em média 80 filiados.
Silvana e Valquíria eram as pessoas que estavam mais à frente. O Sindicato não tinha nenhum diretor liberado, funcionava sob responsabilidade do auxiliar administrativo, Cecílio, que muito contribuiu para a instalação do SEESE, para regularização do CNPJ, regularização das contas bancárias e arrecadação. O Sindicato ainda assim funcionava precariamente, sem muita participação nas negociações, a representação não era convidada a participar de nada.
Houve a negociação do PCCV para o concurso do município de Aracaju, onde o SEESE foi representado por Silvana e Clauderci. Tivemos um momento muito difícil nesta época quanto à carga horária da rede de urgência, tendo o Secretário de Saúde da época, Rogério Carvalho, assinado uma ata de reunião no SEESE onde se comprometia em permanecer com a mesma carga horária anterior ao concurso. Ao sair o edital havia uma carga horária de 36h, sendo dito pelo Secretário que havia sido um erro que seria consertado e que na verdade não era. A carga horária dos enfermeiros da urgência foi aumentada por ser interesse da gestão. Mesmo com muita briga, greve, manifestação permanecemos com 36h até hoje pela total falta de respeito de nossos gestores aos acordos que assumem. Instituiu-se o piso salarial de R$ 1.300,00 para 30h semanais e insalubridade sobre o piso para a rede privada que era de R$ 400,00 pela Convenção do Sindicato Patronal (SINDHOSE) com o SINTASA, que nos representava anteriormente.
Iniciamos a discussão sobre a nova eleição e Flávia foi indicada por Clauderci e Silvana para assumir como Presidente, inicialmente Flávia rejeitou a proposta alegando que não tinha experiência, mas foi identificada sua vontade em trabalhar pela categoria e sua dedicação, montou-se uma nova chapa, que foi única, mas que foi referendada pela categoria. Agora já não eram mais 80 e sim 300 filiados. A diretoria já tinha uma nova cara, o grupo era atuante, estava presente em todas as negociações, se fazia presente até mesmo onde não era chamado. Começou a se fazer presente nos interiores de forma tímida. Flávia conseguiu ser liberada pelo município e pelo Estado para ficar à disposição do Sindicato, justamente em um momento de perseguições políticas devido a inúmeras denúncias carreadas pelo SEESE. A demanda do Sindicato aumentou muito tendo que fazer a contratação de outro funcionário, mas as despesas não permitiram que esta situação perdurasse mais que um ano. Continuávamos com o mesmo escritório de contabilidade, mas mudamos de escritório de advocacia que foi muito apático em nossas causas e ao seu final não renovamos o contrato. Houve a necessidade de alteração do estatuto por conta de vários problemas graves existentes no primeiro, principalmente naquilo que se referia à identificação do responsável legal pela instituição que não ficava bem definida. Dos 12 diretores restaram 4, Flávia, Clauderci, Acácia e Mariselma, os demais se afastaram por motivos diversos.
O sindicato começou a participar de discussões importantes, de confronto político direto, inclusive com o Governador João Alves Filho em pessoa. Sofremos perseguições na Prefeitura de Aracaju, no Estado. Fomos pioneiros na primeira greve dos enfermeiros do Estado. Começamos a participar de discussões na imprensa, Ministério Público e outros palcos sociais. Fomos pra dentro das salas de aula da UFS e da UNIT (esta com muita resistência até hoje) com o projeto piloto de integração com as instituições. Levamos municípios como Aracaju, Itabaiana, Salgado, São Cristóvão para discussões na DRT e MP. Começamos a interagir com os enfermeiros dos interiores de forma mais incisiva. Flávia, por ser a única liberada para o SEESE passou a dedicar mais o seu tempo ao trabalho de organização interna, aos compromissos de reuniões, assembléia e audiências, até faxina quando necessário, na maioria das vezes sozinha ou no máximo contando com a companhia de outra diretora que houvesse “fugido” um momento de seu emprego.
Aumentamos de 300 filiados para 507 ao final do dia 31 de dezembro de 2007. Clauderci foi recordista em filiações neste ano. Estabelecemos metas a serem cumpridas em 2008: compra da sede, aumento do número de filiados para 700, elaboração do site, promoção de evento científico, trabalhos com os enfermeiros do interior.
Realizamos a última eleição em novembro, assumindo a diretoria em janeiro de 2008. O perfil do sindicato novamente mudou com a integração de Diana e Fabrício aos trabalhos por estarem liberados. Inserimos os suplentes em atividades internas e externas. Estabelecemos parcerias com a ABEn, organizamos dentro do SEESE um grupo para agir contra os desmandos da diretoria do COREN-SE que era liderado por pessoas com vínculos fortes com o grupo dos Linhares e em um movimento histórico e pioneiro, com lavagens de calçada do Conselho, com panfletagem, com apoio do Ministério Público Federal, Sergipe foi o primeiro estado a conseguir intervenção federal para destituir a diretoria do COREN. Houve então o enlace de instituições como o SINTASA, ABEN-SE, SEESE e COREN.
Neste ano de 2008 houve a entrada oficial de Mariselma como diretora da FNE após muita cobrança para que os enfermeiros do Estado de Sergipe tivessem voz e voto na Federação.
O Sindicato melhorou significativamente suas condições financeiras, mas ainda aquém daquilo que é necessário para se investir na categoria. Comprou-se uma sede pequena, uma casa de 70m² na Rua Porto da Folha com o intuito de reformar e fazer na parte superior um mini auditório. Participamos da Semana de Enfermagem junto com as outras instituições representativas, escolas de enfermagem e Universidades.
Participamos de evento organizado pelo COREN-SE, o ENCRESE (Encontro Regional da Enfermagem em Sergipe), com o curso de Direito trabalhista que contou com Dra. Célia Andrade, ex-delegada da DRT/SE e advogada trabalhista.
Nos dias 23 e 24 de outubro de 2008 realizamos a “1ª Jornada Sindical de Enfermagem do Estado de Sergipe” que contou dentre vários palestrantes, com a participação de Francisco Batista Júnior (Presidente do Conselho Nacional de Saúde), Silvia Casagrande (Presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros/FNE), Dr. Manoel Adroaldo (Promotor do Ministério Público do Trabalho em Sergipe), Flávia Brasileiro e Prof(a). Joseilze da UFS.
Infelizmente, os sacrifícios e vitórias não são reconhecidos por todos. Existem colegas que ainda não conseguem visualizar e entender que o Sindicato somos todos nós, unidos em prol de nossos ideais. Portanto, quando você se pegar se perguntando o que o Sindicato está fazendo, refaça seu pensamento e se pergunte o que você está fazendo para contribuir para você mesmo.
Flávia Brasileiro
Presidente
|
|
|